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Inflação de móveis é apenas a metade da inflação geral anual

É fato que a inflação média de preços ao consumidor em maio, de 0,13% é a menor para um mês de maio desde 2006 (0,10%). Porém, é ainda mais real a “contribuição” dos móveis para a inflação baixa. Em maio o item mobiliário voltou a registrar deflação, a terceira do ano, com -0,12%. É importante lembrar que em fevereiro o setor recuou 0,03% e, em abril, foi -0,48%. Com tal desempenho, o acumulado do ano recuou 0,41% para um IPCA médio geral de 2,2%. Significa dizer que o preço de móveis ao consumidor este ano caiu 2,63%. Em 12 meses, a alta de 2,24% dos móveis é apenas 48% do IPCA geral, ou seja, menos da metade.

As maiores “contribuições” para deflação dos móveis no varejo nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com os dados do IPCA do IBGE, vieram do item colchão, com -2,61%; móvel para sala, com -1,46% e móvel para copa e cozinha, com -0,62%. No outro extremo, móvel infantil registrou alta de 4,09% - a quinta alta do ano – e móvel para quarto, com 1,37%.

Analisando os cinco itens de mobiliário que tem variação de preços medido pelo IPCA, nos últimos 12 meses, colchão é o único que registra deflação (-0,78%). Na prática, significa que o preço de colchão no varejo recuou 5,44% ao registrar deflação e, consequentemente, não corrigir a inflação média geral. Dos cinco itens, apenas móvel infantil está acima do IPCA geral no acumulado de 12 meses, com alta de 4,90%.

Das 16 capitais pesquisas pelo IBGE para formação do IPCA, nos primeiros cinco meses deste ano, em nove houve deflação em móveis. A maior foi registrada em São Luis (Maranhão) com -3,08% e a menor, em Belém, com -0,80%. Nas outras sete capitais, com elevação de preço, a campeã de alta é Brasília (Distrito Federal), com 3,69% e a menor elevação foi verificada em Porto Alegre, com 0,54%.

Veja abaixo quadro completo do IPCA de maio:

 

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