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Já pensou em ir para algum lugar só para dormir?

Revisado Natalia Concentino - 21 de Março 2023
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Imagem: Freepik

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu cansado durante uma viagem.

 

Embora, na teoria, viajar seja sinônimo de relaxar e recarregar as energias, na prática, cumprir itinerários sem deixar de visitar todos aqueles museus que você sempre quis conhecer pode se tornar uma missão árdua — mesmo de férias, sem as obrigações do dia a dia.

 

A boa notícia para os viajantes cansados é que a indústria do turismo do sono está crescendo como nunca. 

 

De camas que custam uma verdadeira fortuna a chás naturais e essências aromatizantes que embalam os sonhos dos turistas, as principais bandeiras hoteleiras do mundo estão começando a investir na qualidade do sono de seus hóspedes.

 

O nicho vai muito além de camas macias e travesseiros alvos.

 

A indústria do turismo do sono se vende como uma espécie de oásis para os exaustos, um retiro onde se aprende a dormir bem — e entender a importância disso.

 

Camas, aromas e banhos 

 

A Hästens, fabricante sueca de camas e colchões que é a queridinha dos super ricos, inaugurou em Portugal o primeiro spa do sono do mundo no ano passado. 

 

São 15 suítes milimetricamente pensadas para que o hóspede alcance o sono perfeito. A estratégia para hipnotizar corpo e mente passa por isolamento acústico, jogo de luzes, cores e cheiros que induzem o sono.

 

Camas do Hästens Sleep Spa podem custar até 200 mil euros

 

Servindo como vitrine da marca, o hotel disponibiliza as camas e colchões top de linha, que custam até 200 mil euros. 

 

A preocupação com o repouso dos hóspedes não fica restrita a hotéis spas especializados. 

 

Algumas das bandeiras hoteleiras mais famosas dos Estados Unidos e Europa já consideram turismo do sono como mais um produto de seus portfólios.

 

Existem desde experiências relaxantes que duram apenas alguns dias, até suítes que foram totalmente repaginadas, destinadas a viajantes que desejam um sono estrategicamente pensada por profissionais. 

 

O Park Hyatt de Nova York, que pertence a um dos maiores grupos hoteleiros do mundo, inaugurou no ano passado uma suíte modelo de sono reparador. 

 

Suíte “restauradora” do Park Hyatt Hotel, em Nova York

 

Chamado de Bryte Restorative Sleep Suite, o quarto de 270 metros quadrados é inteiramente pensado para o maior sossego possível do hóspede. 

 

Os colchões da marca Bryte (do mesmo grupo dono do hotel) possuem 90 almofadas inteligentes que detectam, ajustam e aliviam os pontos de pressão e tensão do corpo de quem está dormindo. 

 

O colchão também regula a temperatura corporal do hóspede para que ele não passe calor, e ainda disponibiliza um relatório completo da qualidade do sono direto no celular. 

 

A diária na suíte do hotel de luxo parte de US$ 1.500, e mesmo assim o quarto sempre está ocupado. 

 

Outras gigantes da hotelaria, principalmente de luxo, seguem o mesmo caminho.

 

Redes entraram no jogo (e tem até médico à disposição)

 

Piscina de água salgada do Rosewood Georgia é mantida a 28ºC

 

O Rosewood Hotels & Resorts lançou recentemente um retiro chamado Alquimia do Sono (Alchemy Sleep), disponível em 19 hotéis da rede.

 

Com pacotes de 2 ou 3 dias, o retiro incluí tratamentos como meditação, ioga, aromaterapia e até mesmo banho de piscina com água aquecida salgada. 

 

O grupo Six Senses também possuí seu programa de bem-estar do sono em alguns hotéis da rede.

 

Six Senses Ibiza possui um médico do sono à disposição dos hóspedes

 

Para fugir da agitação de Ibiza, por exemplo, os viajantes podem escolher um tratamento de sono de até 7 dias. 

 

O programa inclui uma consulta diária com um médico do sono residente da propriedade. 

 

Em Londres, o Cadogan, do Belmond Hotel, disponibiliza um "concierge do sono", incluindo um serviço de meditação guiada antes de dormir e um "menu de almofadas", além de cobertor pesado, seleção de chás e névoa perfumada no quarto antes das luzes se apagarem.

 

The Cadogan, em Londres, tem menu de travesseiros

 

Também na capital britânica, o Zedwell se destaca como primeiro hotel inglês focado no sono. 

 

Por lá, "casulos" com isolamento acústico de ponta fazem parte da experiência, e aparelhos eletrônicos são proibidos no quarto.

 

Os casulos do Zedwell são capazes de isolar os barulhos externos

 

O Browns, hotel mais antigo de Londres, adotou no final do ano passado o chamado "Forte Winks". 

 

Na experiência de dois dias, os hóspedes recebem pijama de seda, máscara facial com infusão de lavanda e colônias calmante de travesseiro.

 

Experiência no Browns Hotel inclui pijama de seda e máscara facial com infusão de lavanda

 

Segundo relatório do Global Wellness Institute, o turismo de bem-estar, que compreende o turismo do sono, deve faturar US$ 1,3 trilhão até 2025. 

 

Mais exigentes do que antes da pandemia, os hóspedes querem mais motivos para fazer check-in num hotel. O sono é um deles.

 

(Com informações Bol Entretenimento)

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