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Líderes do setor debatem na Fimma como atrair e reter talentos

Revisado Natalia Concentino - 07 de Agosto 2025

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Como manter equipes engajadas e atrair novos talentos para um setor que, historicamente, enfrenta dificuldades de reposição e baixa atratividade entre os mais jovens? Essa foi a pergunta central da palestra "Como lidar com a escassez da mão de obra na indústria moveleira", realizada nesta quarta-feira durante a Fimma Brasil 2025, em Bento Gonçalves (RS).

 

O encontro reuniu três grandes líderes da indústria nacional: Adeilton Pereira (CEO do Grupo Officina), Diego Simões Munhoz (CEO do Caemmun) e Marcelo Ariotti (CEO da Telasul). 

 

Com diferentes experiências e realidades, os executivos foram unânimes ao afirmar: não basta oferecer salário competitivo - é preciso entender as novas motivações da força de trabalho. “Há 20 anos, as pessoas tinham o sonho de fazer carreira dentro de uma empresa. Hoje, manter um colaborador por cinco anos já é um desafio enorme”, comentou Marcelo Ariotti, da Telasul. Para ele, é necessário quebrar paradigmas. “A gente precisa se adaptar mais às necessidades individuais. Escutar mais. O home office e a flexibilidade de horários são exemplos disso”.

 

Na mesma linha, Adeilton Pereira, do Grupo Officina, destacou o impacto das novas gerações no ambiente fabril. Segundo ele, a empresa tem apostado em um plano de carreira com promoções mais frequentes, algo que responde à ansiedade por reconhecimento. “O ideal é ter uma espécie de gamificação nesse processo, em que as fases se tornem mais objetivas e o crescimento mais visível”, afirmou.

 

Pereira também compartilhou uma iniciativa de capacitação que tem gerado bons resultados: uma parceria com uma ONG que começou com curso de iniciação à marcenaria e hoje já inclui formações para projetistas e montadores. “Ficamos o tempo todo formando gente. No fim, escolhemos se vamos ficar do lado do problema ou da solução”.

 

Já Diego Simões Munhoz, CEO da Caemmun, reforçou a importância da escuta ativa e do uso de dados para entender o clima interno. Ele mencionou ações constantes, como a medição diária do humor da equipe, feita através de “carinhas” clicadas pelos colaboradores antes de acessar o sistema da empresa. “A gente só conhece aquilo que mede. Nós também revisitamos constantemente os nossos benefícios com os colabores, pois o que fazia sentido ontem talvez já não funcione hoje”, explicou.

 

Com diferentes caminhos, mas um objetivo comum, os líderes concordam que a transformação cultural é inevitável na indústria moveleira. A tecnologia, a escassez de mão de obra e o novo perfil dos trabalhadores exigem das empresas mais empatia, flexibilidade e visão de futuro.

 

A 17ª Fimma Brasil 2025, que está sendo realizada no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS), segue até esta quinta. A expectativa dos organizadores para o fechamento da edição é atingir 15 mil visitantes e R$ 1,7 bilhão em negócios.

 

leia: FIMMA 2025: incertezas econômicas inibem investimentos

 

SERVIÇO

O quê: Fimma Brasil 2025

Quando: 04 a 07 de agosto, das 10h às 19h

Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves/RS (Alameda Fenavinho, 481)

Realização: Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs)

Credenciamento: fimma.com.br

Patrocínio: Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Badesul, Banrisul e Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves

Apoio da Praça de Inovação: Sebrae RS; Senai-RS; Inova RS; Simecs (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região); Instituto Hélice; Tecno UCS; InovaBento

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