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Móveis podem fechar o ano com deflação nos preços de varejo

Quando os preços caem por um longo período, as consequências podem ser tão ruins ou até piores que as da inflação. Uma das principais causas da deflação prolongada é a recessão (a economia em crise), quando os consumidores compram menos e forçam as empresas a reduzir preços, explicam os economistas. Segundo eles, a deflação é tão ruim ou até pior que a inflação muito alta quando vira uma tendência. O motivo é simples: quando os preços caem demais, as pessoas deixam de consumir, acreditando que os preços vão cair ainda mais no futuro. Isso alimenta uma nova queda de preços, puxando a economia para baixo.

É exatamente isso que está acontecendo com os móveis. Considerando os resultados do IPCA até novembro, existe grande possibilidade de que o preço dos móveis no varejo feche o ano com deflação. Nos primeiros 11 meses do ano a queda é de 0,75% para um IPCA geral de 3,12%. Vale dizer que o preço dos móveis recuou quase 4%. A mesma situação ocorre na análise dos últimos 12 meses (veja quadro abaixo).

E a situação é ainda mais grave para alguns setores, como o de colchão, por exemplo. A queda de preços de janeiro a novembro já alcança 4,40% que, adicionando-se a inflação geral, chega a 7,52%.

Outro item que está em situação semelhante é móvel para sala, com queda de 2,01%, depois vem móvel para copa e cozinha (-0,62%).

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