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Móveis registram deflação em 2019

Em determinadas circunstâncias a deflação é tão ruim ou até pior que a inflação muito alta quando vira uma tendência. O motivo é simples: quando os preços caem, as pessoas deixam de consumir, acreditando que o dinheiro valerá mais no futuro. Isso alimenta uma nova queda de preços. E foi exatamente isso que ocorreu com os preços de móveis em 2019. Enquanto a média geral do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, registrou alta de 4,31% no ano, mobiliário teve deflação, com índice de -1,21% que, diga-se, adicionado ao índice geral do IPCA, sobe para um índice negativo de 5,52%.

E, quando nos referimos ao IPCA de mobiliário, não significa que dentro dele não existam segmentos com situação ainda mais séria. É o caso dos colchões, cujo preço no varejo recuou 4,60%, o que ele o índice negativo para 8,91% no ano. Dos cinco itens pesquisados pelo IBGE no setor de móveis (sala, quarto, cozinha, infantil e colchão) apenas infantil e quarto registraram inflação (2,76 e 1,61%, respectivamente) em 2019.

Analisando por região, das 16 pesquisadas as maiores quedas nos preços de móveis ocorreu no segundo maior mercado nacional, o do Rio de Janeiro. A deflação média do setor alcançou 3,53%, com pico de 4,52% para móvel de quarto. Todos os itens pesquisados tiveram recuo nos preços. No outro extremo (inflação elevada) figuram Fortaleza e Belém, com 4,69% e 4,42%.

Veja abaixo quadro com todos os detalhes de comportamento dos preços de mobiliário em dezembro e no acumulado do ano de 2019 por item e por região:

 

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