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Produção de móveis cai 12,7% em maio

Afetada pela greve dos caminhoneiros, a indústria brasileira recuou 10,9% no mês de maio frente a abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A paralisação que durou 11 dias afetou o processo de produção de várias unidades produtivas no país. Na comparação com o mês de maio de 2017, o setor industrial recuou 6,6%.

 

O resultado representa a maior queda desde dezembro de 2008, quando a crise internacional prejudicou a indústria e derrubou a produção em 11,2%. O mês de maio mostrou também o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 2002. Vários fatores relacionados à paralisação impactaram de alguma forma a produção da indústria.  Além da falta de insumos que não chegavam às fábricas, destaca-se a dificuldade de escoamento da produção e, também, a limitação dos trabalhadores para se deslocarem até o trabalho. 

 

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Com o resultado de maio, o patamar da produção industrial do País retornou a um nível próximo ao registrado em dezembro de 2013, ficando assim 23,8% abaixo do pico mais alto da série, alcançado em maio de 2011, segundo informações do IBGE.

 

Nos cinco primeiros meses do ano, o setor industrial acumulou expansão de 2%, ritmo abaixo do resultado registrado até abril, que ficou em 4,5%. Nos últimos 12 meses, ao passar de 3,9% em abril para 3% em maio, a alta também desacelerou e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em junho de 2016, quando o indicador caía 9,7%.


Setor de móveis

 

O índice de produção de móveis foi ainda pior do que a média nacional do setor industrial. Em maio, na comparação com abril, a queda chegou a 12,7%. O comportamento da produção em maio impactou os números do ano que vinham se comportando positivamente até abril.  Nos primeiros quatro meses do ano a alta chegava a 10%, mas somando maio a expansão de 2018 fica em 5,3%. O impacto negativo ocorreu também no acumulado de 12 meses, que era positivo em 10,7% e agora baixou para 8,9%.

 

Resta aguardar os dados de junho para saber se os prejuízos foram pontuais, exclusivamente em relação à greve dos caminhoneiros. Neste caso, a expectativa é de alta considerável nos números do sexto mês do ano.

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