Produção moveleira acumula alta de 3,7% até setembro
A produção física da indústria de móveis no Brasil acumula crescimento de 3,7% entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF/IBGE). O desempenho positivo no acumulado reflete um início de ano aquecido, mas a trajetória recente indica desaceleração.
O movimento começou de forma robusta: alta de 5,1% em janeiro e um salto expressivo em março (+6,2%), impulsionados pela recomposição de estoques e bom desempenho das vendas no varejo doméstico. No entanto, o segundo trimestre marcou um ponto de inflexão, com quedas de 4,5% em abril e 2,4% em maio, refletindo o ajuste de produção após o pico inicial.
Embora junho e julho tenham trazido alívio — com altas de 2,9% e 0,4%, respectivamente —, o setor voltou a registrar retração em agosto (-1,0%) e setembro (-1,4%), consolidando um cenário de oscilação e perda de ritmo na reta final do período analisado.
Para analistas do setor, a volatilidade está ligada à instabilidade da demanda no varejo, à recomposição de estoques no início do ano e à maior cautela das fábricas diante dos custos de produção. Além disso, a competição acirrada entre fabricantes e importados mantém pressão sobre margens e volumes.
Ainda assim, o saldo do ano é positivo. “Mesmo com oscilações, a indústria moveleira mostra resiliência e um desempenho melhor que boa parte da indústria de transformação, que enfrenta deflação e retração na produção”, avalia a análise do Instituto Impulso.
Com o último trimestre em andamento, o comportamento da produção deve depender do fôlego das vendas de final de ano e da confiança do varejo em recompor estoques — fatores que serão determinantes para definir se 2025 fechará com avanço consolidado ou estabilidade.



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