Trump prepara tarifas sobre móveis além do Brasil, já taxado
O presidente Donald Trump anunciou na sexta-feira que pretende impor tarifas sobre móveis importados, ampliando a lista de produtos e commodities sujeitos a novos impostos nos Estados Unidos.
Segundo ele, o governo iniciou uma investigação sobre o setor moveleiro, que deve ser concluída em até 50 dias. “Móveis vindos de outros países para os Estados Unidos serão taxados a uma taxa ainda a ser definida”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. “Isso trará o setor de móveis de volta à Carolina do Norte, Carolina do Sul, Michigan e a todos os estados da União.”
O anúncio repercutiu no mercado financeiro. As ações de grandes varejistas e fabricantes de móveis, como Wayfair, RH (ex-Restoration Hardware) e Williams-Sonoma, caíram no after market. A Wayfair depende fortemente de importações, enquanto RH e Williams-Sonoma vêm tentando diversificar suas cadeias de suprimentos.
Por outro lado, a La-Z-Boy — que mantém a maior parte da produção nos EUA — registrou alta em suas ações com a possibilidade de novas tarifas.
Ainda não está claro se a nova taxação sobre móveis será ampla ou restrita a países específicos. O Brasil deve ficar de fora, uma vez que já foi taxado em 50% a partir do dia 6 de agosto.
Nos últimos meses, os EUA conduziram negociações bilaterais com parceiros comerciais, incluindo a União Europeia e a China. Embora alguns acordos tenham reduzido tensões, várias questões estruturais seguem indefinidas.
Se confirmadas, as tarifas chegariam em um momento delicado para a indústria moveleira americana. O setor enfrenta queda na demanda há mais de um ano, reflexo da desaceleração do mercado imobiliário e dos juros elevados. Com menos compras de casas, diminui também a procura por novos móveis.
A inflação persistente agrava o cenário, tornando os consumidores mais seletivos nos gastos com itens como decoração, roupas, viagens e refeições fora de casa.
Com informações CNBC



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