2026 confirma: o design já apontava o rumo dos revestimentos
Há momentos em que uma tendência deixa de ser previsão e passa a ser confirmação. Foi exatamente isso que aconteceu entre o estudo apresentado pela Dexco em 2025 e o que se viu, meses depois, na Expo Revestir 2026.
Em outubro do ano passado, o estudo AIx — Ambientes Inteligentes Ilimitados, desenvolvido pelo Design Office Dexco com curadoria do estrategista Jonny Macali, reuniu profissionais do setor em Curitiba para apontar cinco direções para o design de interiores: emocionalidade como função, materiais orgânicos adaptativos, sustentabilidade intuitiva, design biofílico e estética como linguagem sensorial.
Na prática, a Expo Revestir 2026 mostrou que essas direções já não são mais conceito — são produto. O que antes era leitura de comportamento agora aparece de forma concreta nos lançamentos do setor.
“O que o AIx apresentou não era uma visão distante, mas uma leitura precisa do que o consumidor brasileiro começava a demandar: ambientes que traduzem naturalidade no toque, na cor e na textura”, avalia Cláudio Filla, que acompanhou a feira.
Quando o MDF se torna experiência
Um dos exemplos mais claros dessa convergência está na Coleção Recanto, lançamento da Duratex para 2026. A proposta reflete diretamente o conceito de “design orgânico adaptativo”, em que a percepção do ambiente é construída pela autenticidade das superfícies.
Os padrões Carvalho Brun e Timborana Silvestre ampliam o portfólio de lâminas naturais com base no escaneamento fiel de madeiras reais, preservando veios, movimento e profundidade. Enquanto o primeiro traz uma leitura mais sofisticada e marcante, o segundo aposta em uma estética mais orgânica e conectada à identidade brasileira.
Nos unicolores, o movimento é outro, mas complementar. Bege Papiro, Marrom Retrô e Hibisco exploram o lado emocional do design, com cores que dialogam com memória, aconchego e personalidade. Juntos, os padrões constroem um repertório que reforça o conceito de pertencimento.
O design brasileiro encontra sua linguagem
Mais do que tendência, o que se observa é um reposicionamento.
“O mercado brasileiro encontrou sua própria voz. Não se trata mais de reproduzir referências externas, mas de criar superfícies com identidade, história e sensorialidade”, resume Cláudio Filla.
Essa mudança aparece não apenas na estética, mas na forma como os produtos são pensados: materiais que precisam ser coerentes no visual e no toque, com texturas sincronizadas, paletas mais naturais e uma busca por autenticidade.
Da previsão à estratégia
A presença da Dexco durante o período da feira, com o D3 — Dexco Design Days, reforça esse movimento. O evento reuniu lançamentos, experiências e discussões sobre o futuro do design, consolidando a atuação da empresa não apenas como fabricante, mas como curadora de tendências e experiências para o setor.
No fim, o que a Expo Revestir 2026 deixa claro é simples:
o design não apenas antecipou o futuro — ele já está moldando o presente.





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