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Abilio Diniz afirma que as lojas físicas continuarão sendo necessárias

Durante a abertura do seminário “O futuro do varejo e o varejo do futuro”, realizado pela Folha de S. Paulo na última quinta-feira (05), Abilio Diniz disse que as lojas físicas ainda serão necessárias para o varejo nos próximos anos. O empresário, que comandou o Grupo Pão de Açúcar até 2013, atualmente é presidente do conselho de administração da Península Participações, empresa de investimento privado com ações no Carrefour Brasil, Carrefour Global e BRF. Além disso, ele também é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com o que foi publicado pela própria Folha de S. Paulo, Abilio acredita que o perfil do consumidor não sofrerá grandes mudanças com o fim da pandemia. “Ele vai querer continuar indo às lojas atraentes, vai querer continuar vendo os produtos, vai continuar pesquisando, não apenas online, vai querer ver e pegar as mercadorias”, afirmou.

O empresário aproveitou o evento para reforçar a importância das lojas físicas ao falar sobre as grandes varejistas que nasceram no online e que agora estão investindo na abertura de espaços físicos. Inclusive, Abilio Diniz usou a Amazon como exemplo disso, que hoje já conta com cerca de 80 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos. Os estabelecimentos vão de livrarias a supermercados ultramodernos.

O grupo chinês Alibaba também é mais um dos exemplos de investimentos em pontos físicos. O AliExpress, site de e-commerce que pertence ao grupo, chegou a fazer uma experiência nesse sentido aqui mesmo no Brasil. Em 2019, um shopping de Curitiba (PR) recebeu a primeira loja física da marca em uma estrutura temporária, que depois foi desativada.

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Segundo publicado pela Folha de S. Paulo, o empresário comentou sobre a importância do investimento em inovação por parte das varejistas e alertou que só copiar as iniciativas de outras companhias não é mais suficiente para atrair os consumidores. “Hoje, a capacidade de você se antecipar e criar é muito mais necessária do que em tempos atrás. Você tem que estar junto com a inovação, tem que ser atualizado sobre tudo o que está acontecendo e colocar a sua cabeça para funcionar nesse sentido. Atualmente, com a velocidade que as coisas acontecem, se você não inovar, você acaba ficando para trás”, disse.

Ele ainda aproveitou para reforçar a ideia de que no mundo dos negócios, é preciso se colocar no lugar do consumidor. “Muitas vezes, se ele não sabe exatamente o que quer, você tem que procurar adivinhar e oferecer soluções que nem ele mesmo sabe onde encontrar”.

Foto: Amanda Perobelli / Agência Estado

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