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Empregos retomam índices pré-pandemia em Bento Gonçalves

Conforme dados do Novo Caged, a geração de empregos no mês de outubro seguiu em patamares positivos e o setor moveleiro já superou o saldo de postos de trabalho do início de 2020. No polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS), a geração de empregos da indústria moveleira é ainda mais forte. A taxa de crescimento dos postos de trabalho na indústria moveleira da região é superior a do estado e do país e, também supera a média das indústrias de transformação da região. O saldo no número de postos em outubro é de 4,4% em relação ao início do ano. Com isso, os municípios de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza – que correspondem ao polo – encerram o terceiro trimestre com 6.169 empregos diretos.

Em outubro, a indústria de móveis brasileira teve um saldo positivo de 4.826 empregos. Com esse resultado, fechou o terceiro trimestre do ano com total de 239.613 postos de trabalho – variação é positiva de 3,3% em relação ao início de 2020. A geração de empregos no ano supera a média da indústria de transformação, que foi de 1,19%. O Rio Grande do Sul segue o mesmo ritmo da indústria brasileira. No ano, a variação positiva também é de 3,3% em relação ao início de 2020. O fechamento do mês de outubro aponta 34.823 postos de trabalho na indústria gaúcha. Esse resultado também supera a média da indústria de transformação no estado, que ficou praticamente estagnada: 0,15%.

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Com a divulgação desses dados, o economista do Sindmóveis Bento Gonçalves, Eduardo Santarossa, pontua que o setor já retornou aos níveis de produção e empregos pré-pandemia. Conforme dados do IBGE, o segmento de móveis é o que mais cresceu em volume de vendas no varejo brasileiro considerando o recorte de dois meses consecutivos (agosto e setembro) em comparação com igual período do ano passado. A variação acumulada no ano já tem alta de 8,8% quando comparada ao período de janeiro a setembro de 2019.

Apesar dos índices de recuperação, o presidente do Sindmóveis, Vinicius Benini, contudo, explica que a produção ainda não conseguiu acompanhar o forte aumento de vendas. Há um descompasso entre oferta e demanda, o que freia uma recuperação mais consolidada. Ele aponta que a pandemia causou alta nos custos e empurrou todos os estoques para baixo.

Hoje, o setor está sofrendo com a falta de insumos de produção e grande aumento nos seus preços em decorrência desse cenário. “Estrategicamente, é crucial que as empresas se aproximem do Sindmóveis, contribuindo com a construção do crescimento sustentável para o setor e usufruindo de toda a nossa estrutura. Mais do que nunca, é preciso que as pessoas se proponham a contribuir coletivamente para alcançarmos um melhor entendimento do período pós-pandemia”, reforça.

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