Fabricantes de móveis nos EUA sentem pressão com 2025 em baixa
O setor manufatureiro dos Estados Unidos encerrou 2025 em retração. Em dezembro, a atividade industrial contraiu pelo décimo mês consecutivo, de acordo com o último relatório do PMI (Índice de Gerentes de Compras) do Institute for Supply Management (ISM). O indicador atingiu o nível mais baixo do ano, evidenciando desafios persistentes para segmentos como o de móveis e produtos relacionados.
O PMI manufatureiro marcou 47,9% em dezembro, queda de 0,3 ponto percentual em relação a novembro. Leituras abaixo de 50% indicam contração generalizada da atividade. Ainda assim, a economia americana como um todo manteve crescimento, registrando o 68º mês consecutivo de expansão — um contraste que reforça a assimetria entre a indústria e outros setores.
Móveis entre os setores mais pressionados
O setor de móveis e produtos relacionados figurou entre os 15 segmentos em contração no mês. Também apresentaram desempenho negativo áreas como produtos de madeira, têxteis, papel e máquinas. Apenas equipamentos elétricos e produtos de informática operaram em expansão.
Para os fabricantes de móveis, a fragilidade apareceu em indicadores-chave. Os novos pedidos permaneceram em queda pelo quarto mês consecutivo: o índice ficou em 47,7%, sinalizando demanda enfraquecida. Nem o setor de móveis nem o de produtos de madeira estiveram entre os poucos que registraram crescimento de encomendas.
Relatos de participantes da pesquisa ligados a produtos de madeira — cadeia diretamente conectada à indústria moveleira — apontaram um cenário cauteloso no fim do ano. Tanto o mercado doméstico quanto as exportações seguiram fracos, com clientes fazendo pedidos de última hora e evitando formação de estoques ou planos de expansão. A incerteza em torno das políticas comerciais e as mensagens inconsistentes vindas de Washington foram citadas como fatores que dificultam previsões e decisões de compra.
Emprego e estoques seguem em ajuste
O índice de emprego continuou em contração, em 44,9%, apesar de leve melhora frente a novembro. Móveis e produtos de madeira estiveram entre os setores que reduziram pessoal, refletindo prudência diante de carteiras de pedidos enxutas.
Os estoques também recuaram. O índice caiu para 45,2%, com móveis, vestuário e plásticos entre os segmentos que reduziram níveis de armazenagem. Já os estoques dos clientes permaneceram em patamar considerado “muito baixo” (43,3%), indicando cadeias de suprimento mais enxutas — condição que pode sustentar a produção caso a demanda reaja.
Custos elevados e olhar para 2026
Mesmo com a contração, as pressões de custos persistiram. O índice de preços manteve-se elevado, em 58,5%, refletindo aumentos contínuos nas matérias-primas — um fator que, ao longo de 2025, comprimiu as margens da indústria moveleira.
Os dados de dezembro reforçam um quadro desafiador para a manufatura no encerramento do ano. Para móveis e produtos relacionados, a combinação de demanda fraca, ajuste de estoques e custos elevados indica que o setor entra em 2026 ainda lidando com os efeitos de um ciclo irregular e com incertezas adicionais ligadas ao comércio internacional e às tarifas.
Texto e imagem elaborados por IA com informações www.furnituretoday.com




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