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Mais de 20 milhões de brasileiros compram online na pandemia

A pandemia e a crise sanitária vivenciadas em 2020 alteraram significativamente os hábitos de compra do brasileiro, em decorrência das políticas de isolamento social e as restrições comerciais, o consumidor brasileiro viu-se obrigado a adaptar-se a uma nova realidade e buscar novos meios para atender às suas necessidades.

Diante deste cenário, os e-commerces caíram nas graças do consumidor brasileiro. Segundo a pesquisa realizada com consumidores brasileiros pela Criteo, 56% dos participantes realizaram sua primeira compra online durante a pandemia, e 94% desejam manter esse hábito.

Assim, impulsionados pelo isolamento social e pelo fechamento do comércio, mais de 20 milhões de brasileiros optaram por realizar suas compras em e-commerces em 2020. Os dados são da ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em conjunto com a Neotrust, segundo o estudo realizado pelas duas entidades, as mudanças observadas nos hábitos de compra do brasileiro no ano passado, garantiram ao comércio eletrônico o faturamento de R$126,3 bilhões.

Isso significa um aumento de 68% do setor e mais de 300 milhões de vendas online registradas no país. Para o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira, o distanciamento social teve papel fundamental nos números registrados para construção deste cenário. Apesar do expressivo crescimento do setor nas duas últimas décadas, os números registrados em 2020 são surpreendentes.

Além disso, durante o período foi registrado o aumento de 400% no número de novos e-commerces no país. Ainda de acordo com a ABComm, esses números indicam que cerca de 100 mil lojas tornaram-se digitais, adotando o e-commerce como estratégia para impulsionar suas vendas.

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Aumento de golpes e cuidados com a sua segurança

Contudo, em contrapartida a esse cenário positivo, o crescimento do setor veio acompanhado do aumento no número de golpes virtuais. Segundo a Kaspersky, especialista em cibersegurança, foi registrado o aumento de 120% no número de ameaças contra dispositivos móveis desde o início da pandemia.

Além disso, o brasileiro é uma das principais vítimas dos fraudadores, sobretudo, sendo considerado os maiores alvos de ataques de phishing, com a média brasileira de 20% contra o índice global de 13%. Segundo Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, esse tipo de golpe é muito aplicado em compradores online, por isso, o crescimento do comércio virtual acaba incentivando o fraudador.

Para aproveitar da fragilidade do consumidor, o fraudador costuma enviar mensagens atrativas por SMS, e-mail ou ainda WhatsApp, apresentando ofertas e promoções vantajosas em lojas e sites falsos.

(Com informações Correio do Brasil)

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