Movimento no mercado de capitais bate recorde no 3º trimestre

Movimento no mercado de capitais bate recorde no 3º trimestre

Neste terceiro trimestre, as emissões de mercado de capitais chegaram ao volume de R$ 404,8 bilhões (9 meses). Esse volume registrado no mercado doméstico é 8,8% superior ao total emitido em 2020, e o segundo maior da série histórica. Ressalta-se que ofertas em análise e em andamento somam ainda R$ 21 bilhões.

Entre os destaques do período, está a renda variável com R$ 123,7 bilhões em nove meses e já com o melhor ano desde 2015. Foram 45 IPOs, movimentando R$ 63,4 bilhões e 23 follow-ons (R$ 60,3 bilhões). Os maiores subscritores dessas ofertas continuam sendo os fundos de investimento (47,4%) e os investidores estrangeiros (36%).

A renda fixa e os instrumentos híbridos captaram R$ 281,1 bilhões. As captações de debêntures somam R$ 155,4 bilhões, 27% maior do que no ano de 2020.

Houve também uma mudança do perfil de prazo das emissões de debêntures, 40,6% das operações saíram com prazos entre quatro e seis anos e 30,5% foram emitidas com vencimentos acima de sete anos, indicando uma tendência de alongamento de prazos na emissão dos papéis. É indicativo de número recorde desse instrumento de renda fixa.

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Outro aspecto relevante no período, é o aumento de fusões e aquisições (M&A) no país. A combinação de liquidez em alta de empresas atraentes e de IPOs alavancou o movimento de M&A com uma intensidade que não se via há uma década. Até agosto, o volume de transações atingiu US$ 62 bilhões e pode dobrar até o fim do ano, com a volta dos investidores estrangeiros.

Os desembolsos do primeiro semestre do BNDES chegaram a R$ 23,9 bilhões e o esperado para 2021 é de ficar acima de R$60 bilhões.

Paulo de Tarso V. Barbosa

Sócio/Diretor Comercial da Proinvest/finance

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