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Via e Luiza queimam caixa enquanto rivais elevam poder de fogo

O Mercado Livre levantou US$ 1,6 bilhão em sua primeira oferta em mais de dois anos.

Com isso, a companhia argentina assumiu a liderança e agora tem o maior poder de fogo para disputar o concorrido e-commerce brasileiro, aponta o Credit Suisse em relatório enviado a clientes.

Em segundo lugar nessa corrida vem o Magazine Luiza, Americanas em terceiro e Via em quarto.

Apesar disso, o banco suíço afirma que mesmo com alto volume captado pela argentina, tanto o Magalu quanto a Americanas não podem ser consideradas cartas fora do baralho.

“Elas ainda têm muito dinheiro, o que ajuda no crescimento da receita”, completam os analistas Victor Saragiotto e Pedro Pinto.

Embora eles reconheçam a grande quantia levantada pelo Mercado Livre, isso não muda o cenário competitivo, “que permanecerá tão feroz quanto foi nos últimos anos”.

E-commerce de ouro

Segundo os analistas, apesar das empresas terem balanços positivos, sustentar o crescimento do e-commerce requer muito dinheiro.

“Não podemos ignorar que pode se tornar mais doloroso para Magalu, Americanas e Via buscarem recursos no mercado de capitais se os investidores continuarem penalizando as ações”, apontam.

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Consumindo caixa

A dupla lembra que nos últimos meses o Magazine Luiza foi bem agressivo em seu consumo de caixa, realizando uma recompra de ações de R$ 1 bilhão, que, combinada com a piora nas margens no terceiro trimestre e a compra do KaBum, reduziu o poder de fogo para R$ 5,8 bilhões. No segundo trimestre, essa cifra estava em R$ 7,7 bilhões.

Saragiotto e Pinto alertam que a Via também teve mudanças significativas, dado o aumento inesperado nas provisões trabalhistas que provavelmente terão um impacto de longa duração.
“Consequentemente, vimos seu poder de fogo cair para R$ 600 milhões no terceiro trimestre, com uma tendência potencialmente negativa no futuro”, dizem.

A Americanas, por sua vez, conseguiu aumentar sua margem Ebitda para 11,8%, elevando seu poder de fogo para R$ 3 bilhões.

Cenário difícil

Os analistas dizem que o curto prazo continuará difícil para empresas do segmento devido ao crescimento fraco em canais físicos e composições rígidas.

Porém, o Credit Suisse prevê um ponto de inflexão para Magazine Luiza e Americanas em 2022, sustentado pela penetração do e-commerce.

“Em relação à Via, continuamos menos construtivos, visto que o aumento recente em provisões trabalhistas provavelmente exigirá muito dinheiro, que antes era esperado para ser investido em crescimento, o que ajuda a justificar nossa classificação de desempenho inferior”, completa.

(Com informações Money Times)

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