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O mercado para salas de jantar em mais um ano de pandemia

A sala de jantar está mais uma vez em um momento de transição, digamos assim. Já tivemos uma época em que o ambiente era mais formal, quando a família e os amigos se reuniam para comer e conversar enquanto estavam à mesa, assim como teve a onda do conceito aberto, bastante difundido nos programas de casa e decoração, como o Irmãos à Obra (Property Brothers), por exemplo. O ano de 2021 começa com um acumulado de experiências de 2020, criando o que deve ser a nova tendência, pelo menos em grande parte das casas, que é o uso da sala de jantar para mais de uma função e a possibilidade de criar um ambiente mais privado.

“As paralisações devido à pandemia deixaram muitos de nós obrigados a criar escritórios domésticos e espaços de ensino domiciliar... O conceito de planta baixa aberta está sendo questionado. Afinal, durante a pandemia muitas pessoas aprenderam da maneira mais difícil que talvez sua cozinha, escritório em casa, sala de estar e jantar, não devessem ser todos no mesmo espaço. “A falta de privacidade acaba se transformando em falta de função”, analisa Gemile Nondillo, arquiteta da Bria Design e curadora do Projeto Habitat.

Outro ponto bem importante e que está sendo levado em consideração é a volta da conversa em família durante as refeições. “Acredito que a mesa de jantar voltou a ocupar um lugar importante na casa e na família. Me lembro da minha infância quando todos sentávamos juntos para as refeições. Com o tempo, as telas preencheram todos os espaços da casa e essa tradição se perdeu.  Hoje, com tudo o que estamos vivendo, vejo que as famílias estão buscando resgatar alguns momentos juntos”, opina Flavia Galon, designer de móveis da Cimol.

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Mas, isso tudo não significa que voltaremos a ter somente casas com os cômodos bem delimitados por paredes, existem algumas soluções em termos de mobiliário que podem ser usadas para dar um ar de privacidade para quem está fazendo home office, mas não possui um escritório. “Nada melhor do que divisórias leves, biombos, estantes abertas e flexíveis, para separar as áreas e conseguir otimizar os espaços para o teletrabalho. Estas estruturas desempenham um papel duplo: criam espaços e, também, podem ser utilizadas como elementos decorativos”, comenta Gemile.

Flavia diz que apesar de servir como um espaço para a realização de tarefas escolares e alguns trabalhos, o ideal seria não transformar a mesa de jantar em escrivaninha. “Nos projetos que estou desenvolvendo, ainda estamos tratando a mesa de jantar para a sua principal finalidade. Pensando no conforto e bem-estar, acreditamos que é importante as pessoas terem um espaço separado em casa para o home office. Mesmo porque a altura da mesa de jantar e das cadeiras não são as mais adequadas ergonomicamente para se sentar e trabalhar por várias horas”.

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A arquiteta da Bria Design fala justamente sobre a ergonomia e como ela vem sendo trabalhada no desenvolvimento dos novos móveis para sala de jantar. “O mobiliário, que também será usado como home office, está sendo pensado para garantir produtividade e ergonomia. Estamos buscando aplicar e garantir as normas (ABNT) quanto às dimensões (altura, profundidade, raios de bordas etc.) e acessibilidade. Visto que as mesas de jantar são mais altas do que as mesas de escritório e a compensação de altura pode ser feita por meio das cadeiras de trabalho”.

*A matéria completa, informando sobre cores e outras tendências, estará disponível em breve na edição digital da Móveis de Valor 205.

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