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Vendas de móveis no varejo em julho batem recorde histórico

Pela primeira vez desde 2012, quando o IBGE começou a pesquisar o segmento de móveis isolado (até então a pesquisa apontava móveis e eletrodomésticos), o volume de vendas de julho bate em quase 30% na comparação com igual mês do ano anterior. E não foi apenas em nível nacional que ocorreu o recorde. Dos 12 estados pesquisados, em sete as vendas de julho de 2020 foram as maiores da história.

Minas Gerais teve o maior índice em julho de 2012, com 26,0%, Espírito Santo em 2017, com 68,1%, Rio Grande do Sul em 2016, com 18,6%, Goiás, no ano passado, com 23,3% e o Distrito Federal, em 2017, com alta de 50,9%. (veja quadro 1).

Os piores índices de julho deste ano ocorreram no Rio Grande do Sul, com apenas 5,2% e Goiás, que registrou recuo de 0,2%. Em ambos os casos se justifica pela intensificação da pandemia, enquanto em outros estados o pico do coronavírus já havia passado em julho e o comércio físico já havia retornado.

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Um dado importante que deve ser observado é o comportamento de São Paulo, o maior consumidor do País. Em julho as vendas de móveis aumentaram 41,5% na comparação com julho do ano passado. Como as vendas foram positivas na maior parte dos sete meses deste ano (só recuaram em abril e maio), São Paulo ostenta crescimento no acumulado do ano (12,4%) comparado com igual período do ano passado e nos últimos 12 meses (14,8%) em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Por outro lado, a pior situação e a do Ceará. A intensidade da pandemia no estado fez com que as vendas de móveis nos primeiros 7 meses deste ano ficassem 30,2% abaixo do mesmo período do ano passado. A taxa anualizada também é a pior entre todos os estados pesquisados pelo IBGE, com -19,1%. Com certeza é a região com maior dificuldade para se recuperar em 2020.

Veja abaixo o quadro completo das vendas do varejo de móveis em julho:

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