A força estratégica do Fator Local na busca do mercado externo
Ari Bruno Lorandi escolhe como tema do Cá Entre Nós dessa semana o chamado FATOR LOCAL, que é o que nasce da cultura popular, do território e das referências do dia a dia. “Quando a gente fala em inovação no setor moveleiro, muita gente ainda pensa em tecnologia, máquina nova, software, automação. Tudo isso é importante. Mas existe um ativo poderoso — e muitas vezes subestimado — que o Brasil tem de sobra: o fator local”, afirma.
Para Lorandi, esse fator local está também na forma de viver, de sentar, de dormir, de receber pessoas em casa. Está nos materiais, nas cores, nos gestos. E, quando bem trabalhado, vira inovação de verdade. “Os grandes mercados globais já entenderam isso. O consumidor internacional não está mais buscando apenas preço ou padrão. Ele quer história, identidade e autenticidade. Quer saber de onde vem o produto e por que ele é diferente. É justamente aí que o Brasil tem uma vantagem competitiva real.
Pesquisas sobre cultura popular não são saudosismo nem folclore. São inteligência de produto. Observar como as pessoas usam os móveis, como adaptam espaços pequenos, como misturam funções, como convivem com o clima, com a informalidade e com a diversidade cultural — tudo isso gera insights que nenhuma planilha entrega.
No desenvolvimento de móveis para exportação, o fator local pode ser o elemento que tira o produto da briga por preço e o coloca na disputa por valor. Um móvel que carrega identidade não concorre diretamente com o asiático de baixo custo nem com o europeu ultra premium. Ele ocupa um espaço próprio”.
Mas, o apresentador faz um alerta: “fator local não é caricatura. Não é estampar brasilidade de forma óbvia ou exótica. Não dá pra fazer uma cadeira com o jeito do Tuiuiu para entregar brasilidade. É tradução inteligente da cultura em solução de design. É ergonomia adaptada ao uso real, materiais pensados para durabilidade, soluções híbridas, flexíveis, versáteis — exatamente o que muitos mercados buscam hoje.
Na prática, como desenvolver isso? Primeiro, saindo da bolha industrial. Indo a campo. Observando casas reais, hábitos reais, pessoas reais. Segundo, conectando indústria e designers desde o início do processo, e não só no acabamento. Terceiro, criando times multidisciplinares que misturem engenharia, design, marketing e produção”.
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NOTÍCIAS
O populismo dos políticos pago pelo bolso dos contribuintes
A Lei nº 22.967, do estado do Paraná, impõe multas que podem chegar a mais de 140 mil reais, dobradas em caso de reincidência, a fabricantes e varejistas que não recolherem e destinarem corretamente colchões usados. O problema é que a lei pune antes de viabilizar: não existe hoje, no Brasil, infraestrutura técnica, logística ou industrial capaz de dar destino ambientalmente adequado a esse resíduo em escala. Ainda assim, o setor produtivo passa a responder por sanções financeiras relevantes após um prazo irrisório de apenas 120 dias, revelando mais um exemplo de legislação de apelo populista, que transfere o risco e o custo da ineficiência estrutural do Estado para a indústria e o comércio.
As três habilidades que a IA não substitui
Recentemente, na NRF, o maior evento de varejo do mundo, não se falou de outra coisa, só de Inteligência Artificial. Mas a IA é capaz de resolver tudo mesmo? O chefe global da McKinsey disse algo direto no CES, o maior evento de tecnologia do mundo: existem três habilidades humanas que a inteligência artificial ainda não consegue substituir.
A primeira é visão e liderança — a capacidade de aspirar, definir rumos e mobilizar pessoas.
A segunda é julgamento sólido, tomar decisões difíceis quando não existe resposta certa.
E a terceira é criatividade verdadeira, aquela que não só combina dados, mas cria algo realmente novo.
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