E-commerce perde fôlego e mostra força do varejo físico de móveis
No Cá Entre Nós dessa semana, Ari Bruno Lorandi enaltece a força do varejo físico de móveis, ainda mais depois da divulgação dos dados mais recentes do e-commerce, que acende um alerta importante sobre o comportamento do consumidor. “O setor de Casa & Móveis registrou uma das maiores quedas de tráfego do e-commerce em dezembro, quase 18% e durante o ano oscilou mês a mês como se vê no gráfico. Isso, por si só, já chama atenção. Mas o ponto mais relevante não é a queda em si. É o que ela revela”, sinaliza.
Segundo o apresentador, o consumidor não abandonou o consumo de móveis, ele apenas deixou claro onde prefere comprar. “Móvel não é impulso. Móvel envolve toque, comparação, conversa, percepção de qualidade, confiança. E, sobretudo, envolve gente. Por isso, ao contrário de categorias como moda, eletrônicos ou presentes, o móvel continua tendo no varejo físico o seu principal palco de decisão”, alerta Lorandi.
Para o apresentador, os dados digitais mostram isso com clareza, já que o e-commerce de móveis cresce quando há promoção forte, como a Black Friday e picos sazonais. “Passado esse momento, o consumidor recua. Ele pesquisa online, sim. Mas decide fora da tela.
E aqui está o ponto-chave: Se o consumidor prefere a loja física, é nela que o setor precisa ser extraordinário.
Não adianta insistir apenas em tráfego, clique ou anúncio. O desafio real está em qualificar o varejo físico. E isso começa pelas pessoas.
Vendedor de móveis não pode ser apenas um tirador de pedido. Ele precisa ser consultor, tradutor de necessidades, alguém que ajude o consumidor a fazer escolhas melhores para a casa, para o estilo de vida, para o momento de vida.
Outro ponto fundamental são os serviços. Entrega, montagem, pós-venda, assistência. Em um mercado cada vez mais competitivo, serviço malfeito não é detalhe, é motivo de ruptura. Serviço eficiente, por outro lado, virou diferencial estratégico.
E tem ainda o produto. O móvel precisa ter propósito. Não basta ser bonito ou barato. Ele precisa fazer sentido. Sustentabilidade, durabilidade, funcionalidade, personalização. O consumidor quer entender por que aquele móvel existe, e por que ele vale o investimento.
O recado que os números estão dando é claro: O futuro do setor de móveis não está em disputar quem vende mais no clique. Está em quem entrega mais valor no relacionamento.
Digital continua sendo importante, claro. Mas como apoio, como vitrine, como ferramenta de informação e conexão. A decisão, o encantamento e a fidelização continuam acontecendo no chão da loja”.
O comentário completo você confere clicando no player acima.
NOTÍCIAS
Tragédia em Ubá e o Impacto no Polo Moveleiro
Iniciamos agora com uma notícia que abala profundamente um dos principais motores econômicos de Minas Gerais: o Polo Moveleiro de Ubá. O que vimos entre a noite de segunda e a madrugada de terça-feira não foi apenas uma chuva forte, mas uma inundação histórica que devastou a cidade e atingiu em cheio o coração da indústria.
Em apenas três horas, Ubá registrou um volume assustador de 170 milímetros de chuva. O Rio Ubá atingiu o nível recorde de quase 8 metros, transbordando e transformando avenidas em rios de lama e destruição. Infelizmente, há também registro de mortos.
O impacto para o setor moveleiro é incalculável neste momento inicial, as imagens e relatos são desoladores. Mas Ubá é resiliente. O polo que constrói o conforto dos lares brasileiros agora precisa de todo o nosso apoio para se reconstruir.
Nordeste oscila, mas reage com força acima da média nacional
A última década revelou diferenças estruturais entre o desempenho do varejo de móveis no Brasil e no Nordeste. Enquanto o país apresentou trajetória relativamente mais estável, a região Nordeste demonstrou maior sensibilidade aos ciclos econômicos, mas também capacidade de recuperação acima da média em momentos favoráveis.
Em 2016 a receita da venda de móveis no varejo na região caiu mais de 13%, acima da retração de -9,9% registrada no Brasil. Também sentiu de forma mais intensa o aperto monetário de 2022, com retração superior a 4%, enquanto o país ainda crescia 2,4%.
Por outro lado, quando o cenário melhora, a reação é mais rápida. Em 2024, o Nordeste avançou 8,4%, superando o crescimento nacional de 7,2%. Em 2025, ambos voltam a apresentar desaceleração, com leve retração nacional e estabilidade moderada regional.
Entre 2016 e 2025, o Brasil acumulou movimentos claros de retração, recuperação, novo ajuste e retomada parcial. O Nordeste seguiu o mesmo ciclo, porém com amplitude maior.
Assista ao 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi na íntegra clicando no player acima.




Comentários