Acordo Mercosul-UE é uma oportunidade ou ilusão para móveis?
No programa desta semana, Ari Bruno Lorandi levanta um questionamento importante no Cá Entre Nós. O apresentador busca entender se o acordo Mercosul-UE é uma oportunidade ou apenas ilusão para o setor de móveis. “Hoje, o Brasil exporta móveis para a Europa pagando, em média, cerca de 8,7% de tarifa. Esse número vai cair? Vai. Mas não agora. A redução é gradual, podendo levar até 10 anos. Ou seja: quem está esperando um boom de exportação em 2026… vai se frustrar”, diz.
Segundo Lorandi, dependendo da classificação, parte relevante dos produtos pode ter tarifa zerada já na largada. “E aqui começa a separação: não é o setor que vai ganhar – são empresas específicas, com produto certo, no lugar certo. E tem mais. O ganho desse acordo não está só na tarifa. Está em outra coisa: acesso a um mercado de mais de 400 milhões de consumidores, simplificação de regras e mais previsibilidade. Mas principalmente: pressão por valor agregado. A Europa não compra preço. Compra design, marca, narrativa. Só depois vem o preço”, destaca Lorandi.
Depois alerta: “Agora vem o ponto que pouca gente está falando – e que pode travar muita empresa. O acordo abre mercado… mas o regulamento ambiental europeu sobe o nível de exigência.
Rastreabilidade total da madeira. Compliance ambiental rigoroso.
E isso começa já em 2026 para grandes empresas.
Então vamos traduzir isso de forma bem clara: o acordo não é uma oportunidade automática... é um filtro competitivo”, avalia.
Por fim, Lorandi questiona: “Quem ganha? quem trabalha design (olha ele aí de novo), quem tem marca e, quem consegue comprovar origem e sustentabilidade.
Quem perde? quem compete só por preço, quem não tem controle absoluto da cadeia e quem ainda opera no improviso”.
O comentário completo você assiste no player acima.
ENTREVISTA
O entrevistado dessa semana é Eduardo Nuncio, gestor de marketing, design e inovação da Móveis Carraro. Lorandi o convidou para falar de suas percepções do mercado chinês, considerando que o profissional está visitando feiras e empresas no país asiático.
NOTÍCIAS
Retomada com responsabilidade e esperança
Após um período desafiador, a Mademarcs – uma das empresas mais atingida pelas enchentes em Ubá – anuncia a retomada gradual de suas atividades, operando inicialmente com 50% da capacidade. O faturamento dos lotes será retomado a partir de 7 de abril, enquanto a empresa segue organizada e focada para, em breve, alcançar novamente 100% da operação.
Em tom de gratidão, a direção destaca em nota o apoio recebido durante o período de paralisação e reforça o compromisso com a excelência no atendimento.
Quando o investimento também vira concorrência
O anúncio de um aporte recorde de R$ 57 bilhões no Brasil pelo Mercado Livre reforça o avanço do e-commerce, com ganhos claros em logística, crédito e capilaridade - um movimento que, à primeira vista, abre oportunidades também para móveis e colchões. Mas há um ponto de atenção importante para a indústria.
A mesma empresa que investe pesado na estrutura local também avança na conexão direta com fornecedores asiáticos, inclusive com operação logística na China, encurtando caminhos e aumentando a competitividade de produtos importados no mercado brasileiro.
Na prática, isso significa que o canal que pode impulsionar vendas também pode, ao mesmo tempo, intensificar a concorrência - pressionando preços, margens e posicionamento das indústrias nacionais.
Assista ao 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi na íntegra clicando no player acima.




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