Não basta a marca estar no varejo. É preciso merecer estar lá
No Cá Entre Nós dessa semana, Ari Bruno Lorandi fala sobre como as empresas brasileiras agem no varejo, citando o Magazine Luiza como exemplo, já que a varejista reduziu suas dívidas, fortaleceu o caixa e está remodelando seus movimentos de expansão. “É um movimento de disciplina. Mais controle, mais seletividade, mais foco em margem. E quando o varejo muda o tom, toda a cadeia sente”, menciona o apresentador.
Lorandi vai além, afirmando que o que acontece no Brasil não é diferente do que já está acontecendo nos Estados Unidos, onde o varejo continua gigante, mas mudou a forma de operar. " Menos volume a qualquer custo, e mais eficiência. Menos estoque parado e mais precisão. Menos aposta e mais gestão. E aí entra um ponto central para nossa indústria de colchões e móveis. O varejo está ficando mais exigente. Mais exigente com o mix. Mais exigente com o giro. Mais exigente com a margem. E, principalmente, mais exigente com o fornecedor. Não é mais só sobre vender. É sobre vender bem”, prossegue.
“Isso significa que aquele produto que não gira, que depende de promoção agressiva, que ocupa espaço e consome capital… ele começa a perder espaço. E rápido. Por outro lado, o produto que tem posicionamento claro, valor percebido e consistência de venda – esse ganha prioridade.
E aqui vem a provocação. Durante muito tempo, a indústria se acostumou a empurrar volume para o varejo. Produzir mais, vender mais, ocupar espaço.
Só que o jogo virou. Hoje, o varejo não quer mais estoque. Ele quer performance. E isso muda completamente a lógica da indústria. Planejamento passa a ser mais curto. Previsão deve ser mais precisa. E produto precisa nascer já com argumento de venda. Não dá mais para ajustar depois”.
O comentário completo você acompanha no Cá Entre Nós, dentro do 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi, no player acima.
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Magazine Luiza entra em 2026 com um sinal claro de virada
O Magazine Luiza entra em 2026 com um sinal claro de virada: mais caixa, menos dívida e uma estratégia financeira mais robusta. Após dois anos de ajuste, a companhia encerrou 2025 com R$ 3,1 bilhões em caixa líquido, reforçando sua capacidade de investir e retomar crescimento com mais consistência. Ao mesmo tempo, reposiciona o e-commerce com foco em rentabilidade e aposta na sua própria financeira para ampliar margens.
Para o setor moveleiro, isso significa um Magalu mais seletivo, mais eficiente e potencialmente mais forte na venda de móveis — pressionando fornecedores por competitividade, mas também abrindo espaço para operações mais estruturadas e de maior valor agregado.
O que a indústria de móveis vai fazer sobre isso
A Expo Revestir 2026 deixou claro que o design não está mais antecipando tendências – ele já está definindo o que chega ao mercado.
O que se viu na feira foi a consolidação de superfícies mais sensoriais, com lâminas naturais, texturas coerentes e unicolores com profundidade emocional.
Mais do que estética, há uma mudança de linguagem: o revestimento passa a transmitir identidade, não apenas acabamento.
E talvez o sinal mais importante seja esse: o mercado brasileiro começa a falar com voz própria, menos dependente de referências externas e mais conectado ao seu próprio repertório.
Moveleiro gaúcho é resiliente
O setor moveleiro gaúcho cresceu em faturamento em 2025, mas perdeu força em exportações e empregos. O avanço nominal foi de 6,48%, com ganho real mais moderado, refletindo um mercado ainda pressionado por juros e consumo retraído. As exportações sofreram impacto direto das tarifas dos Estados Unidos, exigindo diversificação de mercados. Ao mesmo tempo, o emprego recuou, influenciado por ajustes produtivos e automação. O cenário reforça um setor resiliente, mas em fase de adaptação estratégica.
Assista ao 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi na íntegra clicando no player acima.




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