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Pesquisa revela qual o impacto da pandemia na vida pessoal

Sempre apresentamos os cenários da indústria, economia e comércio nesse período de pandemia, mas não podemos esquecer que essas atividades são movidas e comandadas por pessoas, que também enfrentam seus dilemas e mudanças de hábitos nestas circunstâncias. Com o objetivo de saber o que está acontecendo de fato nas nossas vidas durante essa pandemia do coronavírus, a Solvis, uma empresa especializada em pesquisas, desenvolveu um material que vai muito além dos textos motivacionais e fotos postadas nas redes sociais nesse período; ela revela quais são os verdadeiros impactos em diversos aspectos das nossas vidas.

Como o estudo é amplo e abrange várias áreas das nossas vidas, vamos abordar um tema de cada vez, começando pelo perfil dos entrevistados, emocional e relacionamentos, primeiros itens que aparecem no relatório final da pesquisa.

A Solvis, responsável pela pesquisa, buscou fazer com que representantes de todos os estados brasileiros respondessem, mas o destaque ficou com Paraná e São Paulo, regiões que tiveram o maior número de participantes. E, por ser um tema que afeta a vida de todos, foram ouvidas pessoas de diversas idades e renda, com uma participação um pouco maior do público feminino. Nos gráficos abaixo você pode ver esse perfil:

Agora, quando se trata da ocupação dos participantes, os dados chamam mais a atenção, já que a maioria é de empregados (63,4%) e que estão fazendo home office (53,4%), porém um fato relevante é que grande parcela dos desempregados é composta por empresários que tiveram de fechar suas empresas durante a pandemia e trabalhadores que foram demitidos nesse mesmo período, o que corresponde a 43,2%.

Em resumo, “o público pesquisado é majoritariamente feminino (56,7%) com idade entre 18 e 40 anos (59,9%), com renda entre R$1.819,00 e R$7.278,00 (45,8%) e residentes nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais (80,2%). Vive com 2 a 3 pessoas na mesma residência (63,5%) com área externa (75,4%). Vive com o parceiro (64,6%) e não possui filhos (47,6%)”, conforme aponta o relatório.

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Emocional

Quando se trata do humor dos entrevistados, vê-se uma neutralidade, com a maioria respondendo que não se sente nem alegre nem triste. Só que o nível de agitação (medido por meio de uma escala) chama a atenção por estar mais elevado desde o início da pandemia, com 62,3% dos entrevistados indicando agitação entre 3 e 4 numa escala em que 5 é o nível mais alto de agitação.

Uma comparação foi feita pela equipe da Solvis para entender que fatores podem estar influenciando diretamente no humor:

O interessante é que o equilíbrio emocional pode ser alcançado com uma simples conversa entre amigos e a prática de exercícios físicos, pelo menos para a maioria das pessoas consultadas.

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Relacionamentos

A primeira coisa que a Solvis perguntou foi sobre como as pessoas estão se sentindo em relação aos relacionamentos pessoais desde o início da pandemia e, no geral, os entrevistados afirmaram que as relações estão saudáveis, como você pode observar no gráfico abaixo:

Para aqueles que responderam que os relacionamentos não estão tão saudáveis (correspondente as colunas 1, 2 e 3) foi feita mais uma pergunta: “quais relacionamentos têm sido afetados nesse período de pandemia?”. E, como alguns já esperavam, por conta do maior tempo passado em casa, as dificuldades em se relacionar com a família ou quem mora na mesma casa aparecem em primeiro lugar:

Mas, algumas pessoas estão tirando proveito desse convívio para tornar essas relações mais saudáveis e melhorar seu humor, como pode ser observado neste quadro:

E, para concluir, a equipe da Solvis fez um pequeno resumo sobre o que as pessoas estão fazendo para manter o equilíbrio nesses relacionamentos. “Mais de 68% dos nossos respondentes consideram que seus relacionamentos estão mais saudáveis neste período, porém ainda existe um grande percentual que viu seus relacionamentos menos saudáveis. Atitudes como ter paciência e dialogar com familiares, têm ajudado a manter o equilíbrio nos relacionamentos”.

A pesquisa não para por aí, em uma nova reportagem apresentaremos os dados sobre os hábitos adotados nessa “quarentena” e como o brasileiro vem lidando com o trabalho.

 

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