Depois de cancelamentos e mudanças na data, o Salão do Móvel de Milão foi realizado neste mês de setembro. Agora com a denominação Supersalone, o evento mostrou uma fórmula totalmente nova com estandes menores e padronizados. Isso obrigou os expositores a adotar um tipo de síntese nas escolhas e tendências das peças expostas, muito mais assertivas e menos “expor para testar a reação dos visitantes”.

Menor e com público reduzido, como era de se esperar, o Salão mostrou que este tempo em que as indústrias foram forçadas a parar (por conta dos protocolos sanitários da pandemia), as levou à produção de um design mas pautado na funcionalidade, estética e no que é essencial.

Os brasileiros fizeram bonito por lá, apresentando peças de mais de uma dezena de indústrias apoiadas pelo projeto Brazilian Furniture. Além de grande destaque na mídia internacional, o design brasileiro também ganhou mais alguns dias em Milão com a mostra Brasil – Design em Movimento, organizada pela Apex-Brasil, com apoio da Abimóvel.

E, não por coincidência, o Profissional de Valor desta edição também revela conexões entre Brasil e Itália. Daniel Simonini trabalhou por oito anos como designer em Milão e hoje está atuando no Brasil em busca de fortalecer sua própria marca. Segundo Simonini, existem diferenças entre o design dos dois países, mas é o dinamismo da indústria brasileira que o atrai.

Esta edição apresenta também uma seleção de móveis icônicos dos anos 20 aos 90. Neste período, as tendências de decoração foram vastas e houve mesmo um conjunto de designers que construíram peças de mobiliário que são valorizadas ainda hoje, o que não é pouco dada a efemeridade de muitas criações contemporâneas.

Na seção lançamentos também mostramos uma seleção de móveis com design atualizados com as tendências mundiais. Confira e inspire-se.

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