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Sem equilíbrio na relação fabricante-lojista todos perdem

Primeiro agradecerei. As mais de 12.200 views do comentário da semana passada – em diversas redes sociais – principalmente pelo feedback que recebi, demonstração de que estamos alinhados com as aspirações da indústria moveleira.

Nunca me imaginei arrogante ou senhor da verdade, mas me sinto indignado às vezes quando percebo que as coisas podem ser diferentes e, para isso, basta um pouco mais de vontade, de determinação das pessoas.

Imagino um empresário diferente desse que estava aí até ontem, se sentindo o marisco entre o mar e o rochedo, também conhecidos por fornecedor e lojista. E, agora, demitindo os piores clientes. Reassumindo seu papel de protagonista, como deve ser.

Imagino que as pessoas empreendem para ganhar dinheiro. Ter lucro em seu negócio não é pecado, ao contrário, é altamente recomendável. Ninguém investe milhões em uma fábrica de móveis sem buscar remunerar este capital.

Imagino que os elos da cadeia moveleira devem estar mais equilibrados entre si, em uma corrente positiva, com resultados satisfatórios para todos. E isso só é possível com respeito mútuo. Não dá para ficar ouvindo do lojista o tempo todo: isso tá caro, eu pago tanto, eu quero pagar desse jeito, isso não vende na minha loja. Faz mais de 30 anos que é assim.

Já escrevi sobre isso também: quem deve saber o que fazer é o fabricante, e ao lojista compete ser eficiente para convencer o consumidor a levar para casa o melhor móvel para atender suas necessidades, o que até agora não acontece. Estamos, com isso, jogando fora uma fatia considerável de dinheiro que o consumidor vai gastar em outras coisas.

Já disse que o lojista precisa do fabricante, mas o fabricante não precisa necessariamente dos lojistas. Veja o que aconteceu com o segmento de cozinhas. Um mercado de 15 bilhões, que hoje está nas mãos dos fabricantes, através das franquias e dos marceneiros. Um importante nicho de mercado perdido pelas lojas multimarcas por sua ineficiência, por sua insistência em vender sempre pelo menor preço.

Para concluir, isso não é um estímulo à guerra, ao contrário, é um alerta para que as relações entre fabricantes e lojistas sejam alinhadas em outro nível. Um relacionamento de respeito, porque não dá mais para ver o preço dos móveis caindo nas lojas como se viu até agora, e o lojista repassar o ônus para o fabricante.

O consumidor está mostrando que quer comprar, sabe agora a importância de ter móveis bons em casa. Então, vamos juntar as forças e recuperar o tempo perdido?

Ari Bruno Lorandi - CEO do Intelligence Group e Diretor da Móveis de Valor

 

Assista aqui o comentário de Ari Bruno Lorandi, diretor da Móveis de Valor:

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