Vamos prever o presente para conquistar mais espaço no futuro

“Prever é muito difícil, especialmente em relação ao futuro”, disse o físico dinamarquês Niels Bohr.

Sendo assim, vamos prever o presente.

Aliás, acho que a dificuldade de prever o futuro se aplica melhor à indústria de móveis. Eu explico: trata-se de um setor que faz pouca ou quase nenhuma pesquisa; que desconhece sobre o comportamento do usuário do móvel; que executa muito mais do que planeja; que muitas vezes é pautado pelo cliente (leia-se lojista), ou pelo representante, e que olha mais para o processo fabril do que para o mercado. Portanto, não tem muitos elementos para prever o futuro.

Então, voltemos ao presente, e a pergunta que não quer calar: o que é, hoje, o setor moveleiro? Se o que destacamos há pouco faz sentido para alguns fabricantes de móveis (para outros – eu sei – estávamos nos referindo aos seus concorrentes), direi que a indústria de móveis é forçada a se reinventar.

E como ou o que fazer para se reinventar? Vamos prever o presente juntos?

Não tenho a pretensão de encerrar tão importante discussão em apenas um comentário, então – como Steve Jobs, fundador da Apple nos ensinou: vamos olhar para as bordas.

A indústria de móveis no Brasil é formada por cerca de 20 mil fábricas e mais de 300 mil marcenarias para atender a necessidade de consumo de pouco mais de 72 milhões de famílias, além de um pouco ‘do mercado externo, algo em torno de 3,5 bilhões de reais para um mercado estimado de 75 bilhões de reais.

Se sabemos que este é o tamanho do mercado, não faz sentido produzir um volume muito superior a esta demanda. Aliás, demanda que não cresce em volume há anos, exceto nos últimos 12 meses, e é neste desiderato que queremos chegar.

Com uma demanda limitada, inovação é um ingrediente que pode fazer o bolo de consumo crescer. Mas os investimentos em inovação ficam nos protótipos, descontruídos por lojistas e alguns representantes, em troca de um preço menor pelo produto. Por não entendermos que não se faz móveis para nós mesmos ou só para competir com o concorrente, tornamos o resultado do nosso trabalho algo que não dialoga com quem está na outra ponta, o consumidor.

Isso tudo é, de certo modo, a má notícia. No Brasil, os moveleiros vêm lidando com desafios, pequenas vitórias e tantos outros fracassos há anos.

Nosso setor é de importância crucial para as pessoas, por isso precisa ser reconstruído. O que queremos preservar e o que devemos descartar? E decidir a quem cabe comandar esse processo? Para onde vamos rumar agora, aproveitando a onda de consumo que estamos surfando? Como vamos nos consolidar neste novo patamar, que chegou sem que se esperasse? Na verdade, não fizemos nada para que isso acontecesse.

Este é o momento de inflexão, um momento no qual podemos chorar o que foi sido perdido e começar a pensar no que já deveria termos descartado.

E Cá Entre Nós: para o setor moveleiro entrar em plena transformação, precisamos conhecer sobre o comportamento do usuário do móvel; precisamos planejar mais; decidir o que vai ser feito, baseado em pesquisas e demanda dos consumidores; olhar mais para o mercado; fortalecer o marketing, mesmo nas pequenas empresas, porque hoje, independentemente do tamanho, todos tem poder de mídia, para levar sua comunicação diretamente a quem decide. E isso tudo faz muita, mas muita diferença.

Então, vamos prever o presente juntos?

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