A China mostrou ao mundo como levar vantagem com um vírus

No dia 10 de março de 2020 publiquei um comentário mostrando que a China havia colocado o mundo de joelhos, em razão do surto de Covid, espalhado pelo mundo a partir da província de Wuhan.

O comentário foi feito logo depois da CNN internacional ter considerado o vírus uma epidemia, bem antes da organização mundial da saúde admitir. Mas, bastou a notícia na CNN para ocorrer um verdadeiro caos na economia do planeta.

Naquele dia, 10 de março, foram confirmados no mundo 114.544 casos, e 4.026 mortes. No Brasil, 30 casos. Hoje se sabe o estrago que o vírus chinês provocou no mundo, em mortes e na economia de todos os países. Bem, todos os países não exatamente.

A economia chinesa foi a grande beneficiada, recentemente comprovado pelo crescimento de 2,3% no PIB de 2020. É o único entre os principais mercados do mundo, devastados pela pandemia, a registrar crescimento.

Os Estados Unidos recuaram 3,5%, o Japão 4,8. Três grandes economias europeias se destacam entre os piores resultados: França (-8,2%), Reino Unido (-9,9%) e Espanha (-11%). A Alemanha, país europeu que adotou o maior volume de estímulos para a economia, teve contração de 5%. Brasil, maior economia da América do Sul, caiu 4,1%.

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Enquanto isso, a China aumenta sua participação na economia mundial rumo ao primeiro lugar. As importações de milho aumentaram 30% em 2020, nível recorde até agora, assim como as importações de trigo. A importação de soja cresceu 13%. A China, já é o maior mercado agrícola do mundo.

A China produziu um recorde de 1 bilhão de toneladas de aço bruto em 2020, com a demanda impulsionada por estímulos do governo para infraestrutura no País.

Mas não foi só em commodities que a China se destacou. Diretamente ligada a pandemia, a China exportou 220 bilhões de máscaras no ano passado. Quantidade equivale a 40 máscaras para cada pessoa no mundo fora do país asiático. A China concentra metade da produção mundial de máscaras.

Antes da pandemia pagava-se algo entre US$ 7 mil e US$ 8 mil por um respirador. Agora, o valor atinge até US$ 30 mil. E a China produz um quinto de todos os respiradores fabricados no mundo.

E agora outro produto Made in China com venda mundial garantida pós-covid: as vacinas. A capacidade de produção está aumentando e as autoridades chinesas esperam chegar a 2 bilhões de doses por ano até o final de 2021.

E na vacinação a China também saiu na frente: quando a primeira mulher, de 90 anos, foi vacinada no Reino Unido, dia 8 de dezembro, com a vacina da Pfizer, aprovada três dias antes, a província de Zhejiang já havia vacinado 280 mil pessoas contra o novo coronavírus, em caráter de urgência, por se tratar de integrantes de grupos de risco, conforme publicou o jornal estatal local Global Times.

Tinha razão Luiz Barsi, um dos principais investidores da Bolsa de Valores brasileira quando disse em março: “As empresas continuam funcionando e, com vírus ou sem vírus, elas vão prosseguir funcionando. Então, o que eu posso dizer é que eu estou comprando tudo aquilo que é possível comprar. O jacaré está de boca aberta esperando a ‘passarinhada‘”, afirmou o bilionário.

Cá entre nós: Não se sabe se Barsi estava se referindo apenas a ele ou também à China, mas foi exatamente isso que aconteceu. Os jacarés engordaram às custas de um vírus com origem até hoje mal explicada.

O que se sabe com certeza é que, mais uma vez, a China mostrou que pode colocar o mundo de joelhos. Basta para isso um vírus para chamar de seu...

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