Por que a tabela de preço da indústria virou peça de ficção?

Hoje quero falar sobre uma coisa que há muito tempo me intriga: as tabelas de preços das indústrias de móveis. Precificar é um dos grandes desafios dos empreendedores, afinal o preço de um produto ou serviço envolve, diretamente, valores ligados à competitividade, atração e lucro para o negócio. Uma tabela de preços é uma relação que indica o preço de venda de cada produto e/ou serviço, os valores mínimos e máximos de descontos, as margens de negociações e os cenários onde cada condição pode ser aplicada. Tudo isso é óbvio.

Mas quando olhamos para as pesquisas do IBGE que medem o Índice de Preços ao Produtor e o Índice de Preços ao Consumidor, os números não batem. Por exemplo, de abril de 2020 a março de 2021, o preço de móveis na indústria moveleira, segundo os próprios fabricantes, subiu quase 28% (destacar valor no quadro do IPCA) enquanto os preços no varejo aumentaram apenas 1,5% (destacar no quadro do IPP). Como isso é possível? Os lojistas absorveram 26 e meio por cento e não repassaram aos consumidores? Improvável. O mais provável é que este aumento da indústria informado ao IBGE ficou no meio do caminho, a partir de descontos, prazos de pagamento etc.

Veja: QUE PAÍS É ESSE?

Cá entre nós:  quando a tabela de preços sugere a possibilidade de descontos de 40, 50 e até 60% e pagamento em 300 dias ou mais, como propõem algumas planilhas a que tivemos acesso, se perde a noção de qual seria o valor justo pelo produto. Então, neste caso, é melhor perguntar logo ao cliente: quer pagar quanto?

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