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Pesquisa mostra que estamos mais satisfeitos com o trabalho

Depois de analisarmos a situação do brasileiro emocionalmente e seus hábitos durante a pandemia, vamos ver como está a relação com o trabalho.

Bom, se pararmos para pensar, em todos os itens analisados na pesquisa da Solvis possuem ligações entre si, ou seja, um acaba afetando o outro, tanto positiva como negativamente. E, se muitos se preocuparam demasiadamente com a economia do nosso país, a manutenção dos negócios e empregos, precisamos saber como o trabalhador está se sentindo e lidando com as mudanças e adaptações causadas pelo coronavírus.

A primeira coisa que foi perguntada aos entrevistados foi sobre o sentimento deles com relação ao trabalho nesse período de pandemia e isolamento. O resultado foi positivo, grande parte está satisfeita com o seu trabalho.

Porém, a pandemia causou uma certa instabilidade no mercado de trabalho, provocando desemprego e fechamento de empresas, por isso, essa é uma das principais preocupações dos trabalhadores. E aqueles que permanecem em seus postos relatam que está havendo mudanças na carga horária e estão, em sua maioria, trabalhando remotamente.

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Obviamente, ver seus amigos e familiares perdendo emprego causa uma sensação de instabilidade e os pesquisadores foram mais a fundo questionando se esse era o real motivo para causar essa tensão, ou se teriam outras situações interferindo. Houve quase um empate entre o que mais está afetando, já que 37,9% relataram a redução de renda e 36,4% disseram ter visto colegas perdendo o emprego e/ou fechando suas empresas.

Como a mudança na carga de trabalho, também citada pelos participantes da pesquisa da Solvis, esse foi um tópico que ganhou desdobramentos. Como muitos seguem trabalhando remotamente, há uma queixa sobre as mudanças nos processos causadas pelo distanciamento, fator apontado por 25,4% das pessoas. E o home office tem sido sinônimo de aumento na carga de trabalho para outros:

 

Ainda em relação ao home office, os pesquisadores quiseram saber se essas pessoas gostariam de continuar trabalhando remotamente depois da pandemia. “A maioria indicou que gostaria dessa opção, mas apenas em parte, ou seja, ter a opção de alguns dias estarem no modo home office”, conclui a equipe da Solvis.

E a pesquisa também quis entender a relação entre ocupação e sentimento em relação ao trabalho:

A pesquisa também constatou que a comunicação continua sendo um fator de extrema importância no trabalho, principalmente com a pandemia e as atividades remotas. “Alguns pontos foram enfatizados pelos entrevistados, e um deles é a relevância da comunicação para manter o equilíbrio no trabalho. Agora, reuniões online, trabalho home office e cuidados com higiene, possuem lugar de destaque no meio corporativo, trazendo frutos de aprendizado e superação”, concluíram os pesquisadores.

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Considerações finais

Para finalizar o estudo, foi proposta uma questão aberta em que os participantes tinham a oportunidade de citar algo diferente do que já havia sido trabalhado e expressar seus sentimentos.

A partir dessas respostas, a Solvis pode concluir que: “A maioria dos respondentes relatou que este tem sido um período ideal para reflexão, aprendizado, busca pelo conhecimento, adaptação às novas rotinas e amadurecimento. Apesar de enfrentarem um momento difícil, essas pessoas entendem que é possível sair mais forte dessa situação.

Outras palavras bastante mencionadas foram valorização (das famílias, amigos etc.) e gratidão. Essas pessoas estão otimistas e têm esperança de que tudo isso logo vai passar”.

Já sobre as dificuldades, “os sentimentos mais relatados foram medo, ansiedade e estresse. As pessoas temem pela sua saúde e a de sua família. A incerteza também preocupa pois, não se sabe quando tudo voltará ao normal. A adaptação a um novo modo de vida aliado à espera pelo fim do distanciamento social tem causado ansiedade e estresse. A mudança na rotina de trabalho, a queda na renda e o maior tempo de reclusão são fatores, segundo os relatos, que estão prejudicando o equilíbrio emocional. Solidão, ressurgimento de crises e tristeza foram palavras bastante observadas”.

Abaixo você pode ler alguns relatos dos participantes e entender melhor suas percepções e sentimentos:

Entre as atitudes que têm ajudado as pessoas a encarar esse período, estão a ajuda emocional/espiritual; manter os cuidados recomendados; filtrar as informações; passar mais tempo com a família; e a busca pelo autoconhecimento. E uma parte dos entrevistados aproveitou o momento para compartilhar palavras de conforto e esperança em relação ao futuro.

A Solvis finaliza seu relatório da seguinte forma: “Embora o sentimento de medo e a ansiedade sejam relatados pelos participantes da pesquisa, o otimismo e a reflexão também são protagonistas, para que após a conclusão deste período de incertezas, sejam todos mais gratos, valorizando suas famílias, amigos e comemorando diariamente suas conquistas, principalmente as consideradas pequenas, que outrora não eram relevantes. Apesar de enfrentarem um momento difícil, essas pessoas entendem que é possível sair mais forte dessa situação”.

 

 

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